CEBOLA PERDIDA ENTRE MONTANHAS - PROCURADA ENTRE LUGARES E ALDEIAS - FICOU EM S. JORGE DA BEIRA
CEBOLA PERDIDA ENTRE MONTANHAS - PROCURADA ENTRE LUGARES E ALDEIAS - FICOU EM S. JORGE DA BEIRA
- publicado em CEBOLA.NET -
out./nov./2020
(Serve o presente post também para responder a um utilizador, quanto eu, do FB, que, num comentário, um dia, me atirou à cara que, POR EU TER NASCIDO EM CEBOLA, QUALQUER COISA NO MEIO DO MATO, nunca poderia ser capaz de pronunciar palavras que jeito tivessem...
Mas, sobre estes assuntos, que ora tenho em atenção, dirijo-me é aos meus conterrâneos...
- porque, hoje em dia - só hoje? - há muito filho de cidade que nem sequer chegou a conhecer os pais que ficaram na aldeia, em sítio de matagal...
Fica o meu desabafo!
Mas, O QUE CONTA É O QUE SEGUE):
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PÁGINA DE ABERTURA DO «LIVRO DAS VISITAÇÕES» DA FREGUESIA DE CEBOLA, PARÓQUIA/IGREJA DE S. JORGE, outorgado em 12 de junho de 1762.
Embora o Bispado da Guarda determine que é "NOVAMENTE ERECTO O CURATO (1) DE S. JORGE NO LUGAR DE CEBOLA" (sic, transcrição)... na prática, passou a funcionar como PARÓQUIA E SEDE DE FREGUESIA.
Por estas razões:
1. Passou a ficar ANEXO À IGREJA DO CASTELEJO (N.a Senhora da Silva) - tal como Casegas!
2. Se Cebola fora anexa de Casegas, cerca de 40 anos depois (em princípios do século XIX) da sua refundação, estava Cebola a receber mais uma anexa, além das que já tinha: a localidade de Meãs, que lhe esteve anexada durante alguns anos e que passou a pertencer ao concelho de Fajão, até à extinção do concelho de Fajão (1855), altura essa em que, ali, também foi reposta NOVA FRONTEIRA ao concelho da Covilhã, encurtando-o, mais uma vez e até hoje, com a extinção do concelho de Fajão e a ampliação do concelho de Pampilhosa da Serra.
Pelo que, se Cebola não tivesse condições para ser SEDE DE FREGUESIA, também não podia receber anexas...
NOTA:
(1) CURATO – Termo utilizado para designar, quer o benefício eclesiástico associado à actividade pastoral do Cura, ou seja, do presbítero aprovado por Direito e encarregado da pregação e da administração dos sacramentos, quer a circunscrição territorial respectiva (EQUIVALENTE, OU NÃO, A UMA PARÓQUIA), quer os rendimentos a ele associados.
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O LUGAR DE CEBOLA
foi mais conhecido na antiguidade pelo seu Pico - o Pico de/da Cebola, Zebola, Sebola e Sebolão, como já identifiquei nos mapas mais antigos, em outro post.
A serra, na sua imponência, ensombrava-lhe o nome, os telhados, as ruas e, como moderna S. Jorge da Beira - as Minas da Panasqueira surgem, desde inícios do século XX, à cabeça do seu território. E mudou de nome em 1960!
S. Jorge foi, desde sempre o seu orago e adoptou-lhe o nome. Não já o de S. JORGE DE CEBOLA, mas, para S. JORGE DA BEIRA - como, aliás, S. Vicente da Beira o fez, o Bodelhão o fez mudando-o para Aldeia de S. Francisco e o Sobral, que era de Casegas, também mudou para Sobral de S. Miguel...
Perdida entre os contrafortes da Serra da Estrela - no dizer do Rev.º Pe. MANUEL VAZ LEAL, em pelo menos uma das suas publicações sobre esta zona, CAPELÃO (4) das MINAS DA PANASQUEIRA durante muitos anos, ao longo do século XX, excelente pregador... - foi uma fronteira importante ao tempo da Reconquista Cristã da Península, a PORTELA DE CEBOLA (agora de S. Jorge da Beira, como lhe chamam hoje os vizinhos das Meãs, povoação que lhe foi anexada, por algum tempo, no século XIX, quando o concelho da Covilhã se estendia ainda para lá de Unhais-o-Velho, até que passou para o concelho de Fajão, deixando de ser anexa de Cebola, concelho da Covilhã, por determinação do Decreto de 6 de Novembro, de 1836, e, finalmente, para o concelho de Pampilhosa da Serra, cuja linha de fronteira entre estes dois concelhos passa, agora, precisamente por esta PORTELA) - terá sido fundamental, como PONTO DE PASSAGEM entre Norte e Sul e Este e Oeste - na faixa central do território, para se prosseguir a reconquista de territórios aos mouros...
Seia, que vinha dos Túrdulos (1) foi das primeiras vilas a ser reconquistada com a ajuda de Fernando I, O Grande, de Leão e o seu território de influência estendia-se para ocidente e confinava com os territórios de Coimbra e, a bem dizer, realmente, esta a primeira capital de Portugal.
Não causando, por isso admiração que os dois primeiros reis de Portugal fossem sepultados em Coimbra.
"... À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, a povoação - SEIA - foi definitivamente conquistada aos mouros por Fernando Magno (1055), que determinou edificar (ou reedificar) a sua fortificação.
Sobre este episódio, a crónica do monge Silas relata a violência do ataque e como os cristãos colocaram em fuga desordenada os ocupantes do Ópido Sena, em direcção à Ópido Visense (atual Viseu)
(Ver: Castelo de Seia)
A importância de Seia é atestada no texto do foral de Talavares, passado por D. Teresa de Leão, condessa de Portugal, onde se refere: "D. TARASIA REGNANTE IN PORTUCALE, COLIMBRIA, VISEU et SENA […]" ("D. Teresa, que reina em Portugal, Coimbra, Viseu e Seia (…)")...
.... À época da formação da nacionalidade portuguesa, Bermudo Peres, cunhado de D. Teresa, iniciou uma revolta no Castelo de Seia. Não teve sucesso, uma vez que o infante D. Afonso Henriques (1112-1185), tendo disto tido conhecimento, foi ao encontro dele com as suas forças e expulsou-o do castelo (1131) (Crónica dos Godos, Era de 1169). D. Afonso Henriques, no ano seguinte (1132), fez a doação dos domínios de Seia e seu castelo ao seu valido João Viegas em reconhecimento por serviços prestados (1132).
Poucos anos mais tarde, o soberano passou o primeiro foral à povoação em 1136, designando-a por CIVITATEM SENAM. Entre os privilégios então concedidos, destacam-se [os seguintes]:
"Eu, infante Afonso Henriques, filho de D. Henrique, aprouve-me por boa paz de fazer este escrito de firmeza e estabilidade que firmo pelos séculos sem fim.
A vós, habitantes da cidade de Seia, concedo que tenhais costumes muito melhores do que tivestes até aqui e isto tanto para vós como para os vossos filhos e toda a vossa descendência.
E os homens de Seia que pagam jugada que não vão ao fossado nem ao moinho obrigados pelo senhor.
E que nenhum venda o seu cavalo ou mula ou asno ou égua ou bens ao senhor da terra sem querer.
Se um homem de Seia for mercar, se não for mais de duas vezes, não pague portagem."..."
Mas, era necessário avançar para sul e garantir a defesa dos territórios já reconquistados - alguns, reconquistados várias vezes.
E era preciso repovoar. E o repovoamento foi feito, nesta região do país, inicialmente, a partir de Coimbra, com a ajuda das igrejas existentes e dos mosteiros que iam surgindo, como o de Santa Cruz e o de S. Jorge, em Coimbra e com a ajuda das Ordens Militares criadas pelos papas, para prover às Cruzadas...
Perante a dificuldade em encontrar referências directas, daquele tempo, à IGREJA DE S. JORGE DO LUGAR DE CEBOLA, é justo que procuremos mais informação, recorrendo à informação que vem surgindo acerca das povoações vizinhas.
Principalmente, CASEGAS, freguesia à qual Cebola esteve anexada até à sua desanexação em 12 de Junho de 1762.
Tendo nessa data recebido do Bispado da Guarda o seu "LIVRO DE VISITAÇÕES" e o seu "LIVRO DE BAPTISMOS", pertencendo, como Casegas, à Ordem de Cristo (ex-templários).
Das origens desta igreja sabemos nada.
Sabemos que, EM 1762, CEBOLA FOI DEFINITIVAMENTE DESANEXADA DA FREGUESIA DE CASEGAS, por decisão do Tribunal da MESA DA CONSCIÊNCIA (2), por meio de PROCESSO LITIGIOSO/REIVINDICATIVO CONTRA CASEGAS - que OS MORADORES DE CEBOLA fizeram entrar no BISPADO DA GUARDA e do qual obtiveram provimento - a IGREJA DE S. JORGE DO LUGAR DE CEBOLA, CONSTRUÍDA PELOS SEUS MORADORES antepassados (segundo o "Livro das Visitações" de Cebola) possuía ainda a sua PIA BAPTISMAL, mas, no seu todo, aparentava GRANDE DESMAZELO, uma vez que, até aí, os moradores de Cebola tinham de ir a Casegas cumprir com os seus deveres de paroquianos e de súbditos de Sua Majestade... e tendo lá enterrados os seus mortos...
Obtido o provimento da desanexação, era necessário CRIAR A NOVA FREGUESIA DE CEBOLA.
Para isso, exigiu logo o Bispo da Guarda, D. BERNARDO OSÓRIO, que fosse pedida ajuda à COMENDA DE S. VICENTE DA BEIRA (o que significa que as igrejas das Comendas não dependiam dos Bispos, quanto à sua administração, mas esses problemas eram resolvidos pelo TRIBUNAL DA MESA DA CONSCIÊNCIA...) (2) para realizar nela as necessárias obras urgentes que ele indicava e ordenava, para que os actos de culto fossem prestados de acordo com as Constituições do Bispado da Diocese da Guarda:
- ampliação da igreja, para construção da capela mor - depois do Concílio de Trento (+ - 1560) (3) as igrejas católicas eram obrigas a ter uma separacão entre o lugar das cerimónias, a capela mor e a nave dos assistentes;
- fazer grandes reparações no tecto e no pavimento;
- aquisição de mais alfaias cultuais, paramentos, cálice novo, etc...
- E refazer o adro com cemitério!
- Como consta do LIVRO DAS VISITAÇÕES DE CEBOLA, do qual já falei longamente em outros posts.
Era muito para para tão poucos moradores, pastores da serra...
Mas, conseguiram!
Fundação desta igreja? Não sabemos...
Quando é que Cebola foi anexada a Casegas?
Não sabemos!
Mas, continuaremos a procurar...
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NOTA (1) Da Wikipédia: "A primitiva ocupação humana do local da actual Seia remonta à época pré-romana, quando da fundação de uma povoação pelos Túrdulos, por volta do século IV a.C., denominada como Senna. Os Túrdulos edificaram um castro no lugar de Nogueira, entre os montes de Santana e de Carvalha do Outeiro. Defendiam-no estrategicamente três castros, mais pequenos, um em S. Romão, outro em Crestelo e o terceiro na actual Seia. Existem ainda restos de castros em Travancinha, Loriga e S. Romão.
Quando se verificou a Invasão romana da Península Ibérica, os Lusitanos fizeram da serra, então chamada Montes Hermínios, o seu quartel-general, que se tornou um forte obstáculo para os invasores.
Isto não impediu, no entanto, que o general Galba massacrasse 30.000 montanheses lusitanos.
Quando os romanos se tornaram senhores do terreno, transformaram então o castro ibérico de Nogueira na romana "Civitas Sena", que foi fortificada , quando passou a constituir-se em um ópido com o mesmo nome.
Foi posteriormente ocupada por Visigodos e por Muçulmanos, estes últimos a partir do século VIII.
O rei visigodo Vamba terá fixado os limites da diocese de Egitânia até aos domínios da cidade de Sena.[7]
À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, a povoação foi definitivamente conquistada aos mouros por Fernando Magno [de Leão](1055), que determinou edificar (ou reedificar) a sua fortificação.
Sobre este episódio, a crónica do monge Silas relata a violência do ataque e como os cristãos colocaram em fuga desordenada os ocupantes do Ópido Sena, em direcção à Ópido Visense (atual Viseu)..."
NOTA (2) MESA DA CONSCIÊNCIA: "Após a anexação à Coroa dos Mestrados das Ordens Militares de Cristo, Santiago da Espada e São Bento de Avis, a sua administração passou a ser da competência da MESA DA CONSCIÊNCIA E ORDENS.
Em pleno era constituída pelas seguintes repartições: Secretaria da Mesa e Comum das Ordens, Secretaria do Mestrado da ORDEM DE CRISTO, Secretaria do Mestrado da Ordem de Santiago da Espada, Secretaria do Mestrado da Ordem de São Bento de Avis, Contos da Mesa e Contadorias dos Mestrados/Secretaria das Arrematações (ou da Fazenda) e TOMBOS DAS COMENDAS, Chancelaria das Ordens Militares, Juízo Geral das Ordens, Juízo dos Cavaleiros e Executória das dívidas das comendas. A Mesa da Consciência e Ordens foi extinta pelo Regime Liberal em 1833, pelo decreto de 16 de Agosto."
NOTA (3) O que significa que A IGREJA DE CEBOLA, FOI CONSTRUÍDA PELOS SEUS MORADORES, seguramente, ANTES DE 154O (o Concílio de Trento durou cerca 20 anos, de 1545 a 1563) porque, se fosse construída depois de Trento, obrigatoriamente já teria capela mor.
Foi uma determinação deste concílio, para que as igrejas católicas se diferenciassem dos templos protestantes.
NOTA (4). As minhas desculpas, por só tardiamente me lembrar desta CAPELANIA ADENTRO da FREGUESIA E PARÓQUIA DE S. JORGE DA BEIRA, merecedora de um outro trabalho de investigação à parte....
"CAPELANIA –Serviço eclesiástico pastoral de assistência a um determinado grupo de fiéis (e.g.: militar, hospitalar, universitária, prisional, etc.) [no caso, para dar ASSISTÊNCIA RELIGIOSA AOS MINEIROS que vieram trabalhar nas MINAS DA PANASQUEIRA].
Na sua origem, o termo aparece aplicado ao encargo de assegurar o serviço litúrgico de sufrágio por alma do dotador de uma determinada capela, ou seja, de um conjunto de bens, cujas rendas suportam os encargos com a sua celebração.
O termo Capelania acabou também por se aplicar mais GENERICAMENTE ao SERVIÇO LITÚRGICO desenvolvido EM IGREJAS NÃO PAROQUIAIS.
CAPELÃO –Sacerdote responsável por uma capelania."
In: GLOSSÁRIO DE CULTURA CATÓLICA Termos ou Conceitos Coordenação JOSÉ EDUARDO FRANCO
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OBS. Duas referências a ter em conta quanto à IGREJA DE S. JORGE DE CEBOLA:
1. O facto de ter PIA BAPTISMAL (talhada em pedra e que é a mesma que se encontra, hoje, na NOVA IGREJA DE S. JORGE DA BEIRA, erecta em 1960, no mesmo sítio da antiga igreja) signica que foi erecta, inicialmente, já como IGREJA PAROQUIAL.
2. O facto de não possuir CAPELA MOR significa que a sua construção é anterior ao Concílio de Trento - antes de 1540.
21 de Outubro, de 2020 - em plena crise de pandemia do Covid-19...
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Tentando arrumar alguma cronologia documentada:
Extraído de Wikipédia e principalmente de:
ENTRE ZÊZERE E TEJO
Propriedade e Povoamento
(séculos XII- XIV) - Volume II,
Maria da Graça Antunes Silvestre Vicente
Dissertação Orientada pela Professora Doutora Manuela Mendonça
2013
"....
1207 - [mês de] Agosto:
Sueiro Fromarigues [Senhor de] CASEGAS - 215BN- Códice 736, fl. 203
"CASEGAS e SILVARES:
Foram de D. Arizado, homem bom da Covilhã.
Peitavam voz e coima e eram foreiros do rei e do concelho.
Desde o reinado de D. Afonso III, foram GANHOS PELO TEMPLO [Templários, mais tarde, Ordem de Cristo] que os tem por honra.
Sejam devassos. Entre o mordomo pelos direitos do rei e do concelho...
...
[NOTA 215]: Em 1314 [CASEGAS] estava ainda na posse da Ordem do Templo, JUNTAMENTE COM SILVARES, porém, de acordo com as testemunhas, CASEGAS que fora de um certo D. Arizado, homem bom da Covilhã, costumava peitar voz e coima ao rei, o que não fazia desde o reinado de D. Afoso III."
Afonso III - "... foi o Rei de Portugal de 1248 até à sua morte [1279] e também o primeiro monarca português a utilizar definitivamente o título de Rei do Algarve. Além disso, ele foi Conde de Bolonha de 1238 até 1253 em direito de sua esposa."
"... A Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo originalmente era uma ordem religiosa e militar, criada a 14 de março de 1319 pela bula pontifícia Ad ea ex quibus cultus augeatur do Papa João XXII, que, deste modo, atendia aos pedidos do rei Dom Dinis.
Recebeu o nome de Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo[1] ou Ordem da Milícia de Nosso Senhor Jesus Cristo[2] e foi herdeira das propriedades e privilégios da Ordem do Templo..."
_________________
1186 __ COVILHÃ __ DOAÇÃO de """"""""""""""""""""""""""" igrejas à Sé de Coimbra, em Maio de 1186. AN/TT, Livro Preto da Sé de Coimbra.
FORAL: Setembro 1186
1199 __ CAMBAS (5) - Doc. D. Sancho I (1174-1211), n.º 177, p. 181-183.
1204 __ ALCAIDE - (foral) - AN/TT, Arquivo Sinel de Cordes, Cx. 7, mç. 9.
1204 __ ROSCAS VELHAS - IDEM, Ibidem, cx. 7, mç. 9
1204 __ CORTISSADA - IDEM, Ibidem, cx. 7, mç. 9
1204 __ CANDAVO? - IDEM, Ibidem,cx. 7, mç. 9
1207 __ CASEGAS (*) - IDEM, Mestrados, fl. 21, 21v
1207 __ OURONDO (6) - IDEM, Ibidem, fl. 21, 21v
1207 __ ERADA (7) - IDEM, Ibidem, fl. 21, 21v
1207 __ ALCONGOSTA (8) - IDEM, Mestrados, fl. 21, 21v
1211 __ CARIA (?) (9) - António dos Santos Pereira, 2.º Cong. Hist.de Guimarães
1211 __ ALDEIA NOVA - AN/TT, Mestrados, fl. 32.
1211 __ ALDEIA DO ABADE - IDEM, Mestrados, fl. 32..."
Alguém sabe onde fica CANDAVO?
Aldeia do Abade é Donas, junto ao Fundão.
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NOTAS:
(*) Sueiro (ou Soeiro) Fromarigues em 1207:
Fez DOAÇÃO DA SUA POVOAÇÃO DE CASEGAS à Ordem do Templo.
(5) Referido o “focem de Cambas”, na doação da Açafa à Ordem do Templo. Em 1294 Cambas aparece como povoação. TT, Conv. S. Bento de Avis, mç. 2 n.º 204.
(6) Data em que é referida uma Vide em Alcongosta. Cf.. António dos Santos Pereira, “A fronteira beirã no tempo de Afonso Henriques”, 2º Congresso de Guimarães, p. 206, nota 11.
(7) Referida na DOAÇÃO DE CASEGAS, em 1207.
[Mas, ainda não faz referência a CEBOLA que, mais tarde será anexa de Casegas... Mas com igreja devotada a S. Jorge, com pia baptismal. Pelo que pode depreender-se que a igreja de CEBOLA foi criada independente da de CASEGAS e mais tarde é que lhe foi anexada. Quando? É isso que procuramos saber....]
(8) 'Vide' António dos Santos Pereira.
(9) Caria, foi um concelho medieval, no ano de 1211. Gonçalo Mendes vende uma herdade neste lugar. Cf. António dos Santos Pereira, “A fronteira beirã no tempo de Afonso Henriques”, 2º Congresso de Guimarães, p. 206, nota 15.
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